“A discussão do material” por Miguel Dias
Lápis – Borracha já estou farto que apagues os meus desenhos!
Borracha – É o meu dever.
Folha – Compasso, porque é que me estás sempre a picar o rabo?
Compasso – Esqueceste-te, eu também o estou sempre a riscar…
Folha e Lápis – Já chega! Isto é demais!!!
Folha – Au! Au! Au!
Lápis – Pára de apagar as minhas obras de arte.
Yac – Parem já com isso. Borracha, pára de apagar as artes do lápis. E tu compasso pára de picar o rabo da folha.
Borracha e Compasso – Desculpem.
“O Esqueleto e o Yac” por João Pedro Pereira
Esqueleto – Yac, de que planeta é que tu és?
Yac – Eu sou do planeta Beijinho, não pertence ao Sistema Solar.
Esqueleto – Eu sempre vivi cá, no planeta Terra e agora estou aqui, nesta sala. O meu dono é o Miguel e já fiquei sem um braço.
Yac – Esqueleto, queres que te conte metade da história da minha vida?
Esqueleto – Sim, sim…
Yac – Só te vou dizer que derrotei um monstro dando-lhe um beijinho. O resto é segredo.
“O mundo da fantasia” por Pedro Gomes
No mundo da fantasia, as personagens podem falar, dançar, chorar, brincar…
Era uma vez a turma K do 4º ano que frequenta a Escola dos Sonhos. Na Escola dos Sonhos existe tudo o que sonhamos e às vezes, tudo fala.
O computador diz: – Ninguém me desliga, estamos em crise e temos de poupar.
O carregador dele responde: – Eu até me desligava, mas depois não sobrevivia ao choque que iria apanhar. Yac!
Yac – Diz…mas eu agora estou a brincar com a neve, não pode ser depois?
O Cuquedo chega de seguida sem fazer barulho e diz: – BUUUU!!!! Devo ter-vos assustado muito. Ah! Ah! Ah!
Todas as personagens gritaram: – Que grande susto!
O computador, o carregador, o Yac e o Cuquedo dizem: – Vitória, vitória, acabou-se a história. Perlimpimpim, a história chegou ao fim.
“A bola esquecida” por Calvin Wilming
Naquela manhã, a campainha tocou e os rapazes foram a correr para a sala. No campo de futebol ficou uma bola esquecida, no canto de uma baliza.
- Então, bola, parece que estás triste!
- Pois estou. O meu dono já não me liga…. – respondeu a bola.
- mas ainda há pouco vi os rapazes marcarem muitos golos contigo. O melhor golo que eu vi foi marcado pelo teu dono, o Alex.
- Pois, foi um grande golo! Ele rematou à barra e eu entrei em ti! – exclamou a bola.
- Ainda me dói a cabeça, ele rematou com tanta força…
- Não estejas infeliz porque daqui a cinco minutos vão jogar outra vez contigo!
- Foi bom falar contigo!
No recreio seguinte, a bola entrou três vezes na sua amiga baliza.
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